
No centro de dia do Abrigo procuramos valorizar a experiência e conhecimento de vida das pessoas e, ao mesmo tempo, proporcionar-lhes novas aprendizagens e novos conhecimentos. Porque o trabalho é uma forma de construção da identidade e de reconhecimento social muito significativa, mesmo quando a idade nos permite deixar de trabalhar, temos vindo a recolher testemunhos dos utentes sobre as suas experiências profissionais. É muito interessante perceber que a curiosidade não tem idade. Foram os próprios a manifestar interesse e a propor a visita aos seus antigos locais de trabalho. De facto, as memórias que os nossos idosos têm da sua atividade profissional, do quanto o processo produtivo era diferente do que é hoje, fazem parte da história das empresas da nossa comunidade.
Estamos muito contentes com o carinho e acolhimento do tecido empresarial que valoriza o nosso projeto, ao receber os nossos utentes num regresso para voltar a ver de perto o seu mundo do trabalho, ao fim de mais de 20 anos. Para saber mais sobre a ECCO, clique aqui.
Tempo de Preparação: 1 ano
Pronto em 55 Minutos
Dificuldade: Difícil
Preparação
Para fazer um pão de milho caseiro a sério é necessário começar pelo príncipio.
Logo em Janeiro foi necessário encontrar um bocadinho de terra para cultivar o milho. Foi necessário aplicar as melhores técnicas de persuasão e reservar logo à partida um pão de milho como moeda de troca. Ultrapassada esta etapa, em Fevereiro, a terra foi preparada e as sementes compradas.
I - Semear
Tradicionalmente, o milho é semeado nos meses de Março, Abril ou Maio. Nós semeamos em Abril. Antigamente, as sementes eram lançadas à mão para a terra. Entretanto, surgiu o semeador e os sachadores que vieram ajudar a fazer este trabalho com menos esforço e demora. Nós utilizámos um semeador que nos foi gentilmente cedido. Além do milho, aproveitamos e também semeamos feijão, isto porque o semeador permite colocar dois tipos de diferentes sementes. À medida que o semeador passa na terra, vai marcando a linha lateral onde o semeador deve iniciar o percurso seguinte. É assim que se garante a distância entre carreiras de milho e a beleza da geometria dos campos de cultivo. Quem inventou o semeador fez um trabalho brilhante!
Podemos dizer que semear manualmente é um trabalho árduo. Esperemos que dê mais sabor ao nosso pão. Ainda temos muito a fazer, tal como a natureza que não se apressa. Já temos a informação de que as sementes pegaram.
Em breve teremos trabalho para mostrar e novidades para contar.
Mergulho é o nome que adotamos para esta experiência inovadora. O mergulho baseia-se no método de formação conhecido por “imersão” e tem a duração de dois dias. As instituições que já fizeram a formação em Humanitude com a equipa da Via Hominis têm a oportunidade de conhecer em detalhe como o Abrigo implementou a filosofia Humanitude desde o sistema de gestão da qualidade à cultura organizacional. Mas, mais do que conhecer têm ainda a oportunidade de observar as práticas de cuidados e de as experienciar.
O primeiro mergulho foi dado pela Casa do Jardim, que veio de Coimbra com muita vontade de mergulhar. Para nós, Abrigo, estes dois dias foram uma experiência marcante. Este mergulho tem o encanto de ser o primeiro e, por isso mesmo, será sempre especial. Mesmo sem conhecer as pessoas que iríamos receber, sabíamos à partida que existia um laço, bem apertado, de ligação: o cuidar em Humanitude. Durante dois dias, a Casa do Jardim, esteve no Abrigo para sentir a prática porque mergulhar é mais do que visitar: é ter tempo para encontrar respostas às perguntas.
Quantos de nós não quereriam ter uma experiência destas quando ouvimos falar em metodologias de trabalho que implicam grandes mudanças organizacionais? Entrar, ouvir, perguntar, ver, sentir, perceber? É isso mesmo que o Abrigo e a Via Hominis proporcionam através do mergulho. Do Abrigo para o mundo.
O papel das instituições no bem-estar das pessoas idosas e a importância da felicidade foram os painéis de discussão do II Congresso do Envelhecimento “Bem Viver, Bem Envelhecer” que decorreu em Oliveira de Azeméis, organizado por Joana Ferreira - Consultoria em Gestão de Lares em parceria com a Câmara Municipal de Oliviera de Azeméis.
Foi com orgulho e satisfação que aceitamos o convite para partilhar a nossa experiência, no âmbito do trabalho desenvolvido na estrutura residencial para pessoas idosas, nomeadamente o que fazemos para acolher quem para a nossa casa vem viver. Sob o tema "Mudar de casa é mudar de vida?" partilhamos uma reflexão sobre o que significa mudar de casa quando a nova casa é um lar de idosos. A nossa reflexão incidiu sobre o que fazemos diariamente para que o Porto de Abrigo seja sentido como uma casa pelas pessoas que nela vivem. Sabemos que tem dias... há dias em que a casa das pessoas está longe, muito longe e nós sentimos isso… Mas, também há dias em que temos a profunda convicção de que as pessoas estão em casa no Porto de Abrigo.
Porque casa é onde está o nosso coração.
No Abrigo, acreditamos que cuidar de pessoas só é possível com amor e, a nossa equipa da creche, reconhece que o grande privilégio de cuidar de crianças pequenas é exatamente o amor que recebe por todo o amor que dá. No Abrigo, também sabemos que para cuidar de pessoas, é necessário deter conhecimentos técnicos, é necessário aplicar metodologias e é necessário acompanhar a evolução do conhecimento, da investigação e da ciência. Acreditamos que seja comum aos profissionais que gostam da sua atividade profissional, a vontade de aprender mais e de conhecer novas realidades. Deixar o "conforto" da nossa rotina, do nosso dia-a-dia, deixar o nosso trabalho quando o que temos para fazer é muito importante e não pode esperar... é difícil. E então, nem sempre saímos e ficamos presos ao que nos é familiar.
Felizmente, a nossa equipa técnica mantém a capacidade de se desafiar a si própria e de querer sair para o mundo disposta a aprender. Felizmente, há pessoas inspiradoras, capazes de partilhar o seu conhecimento e criar experiências de aprendizagem únicas. Foi o que aconteceu no Love Synapses - Building strong children, families and communities. Valeu a pena a equipa técnica da creche sair de casa, conhecer a fundação Brazelton/Gomes-Pedro e ouvir pessoas que, ao falar de amor e sinapses, reforçaram a nossa confiança na metodologia que escolhemos para cuidar de crianças pequenas em creche. E, principalmente, inspiraram-nos para fazermos sempre o melhor na grande responsabilidade que é contribuir para o futuro da humanidade. Sentimos muito orgulho na equipa da creche, uma equipa com sonhos na alma, que continua a ter a capacidade de querer aprender para fazer sempre melhor.
2023 | O Abrigo - Centro de Solidariedade Social de São João de Ver
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